Por uma cultura de Integridade e Compliance

O número de CEOs (executivos-chefes) que deixaram seus cargos por causa de desvios éticos na empresa cresceu 36% nos últimos cinco anos em todo o mundo. De acordo com a pesquisa CEO Success Study feita pela Strategy &, consultoria do grupo PwC, a troca por questões éticas passou de 3,9% entre 2007 e 2011 para 5,3% de 2012 a 2016.

A ACFE (Associação Examinadora das Fraudes nos Estados Unidos) divulga a cada dois anos uma pesquisa sobre as fraudes ocupacionais, aquelas relacionadas a corrupção, demonstrativos manipulados e apropriação indébita. Em 2018, o estudo apontou que a perda média numa organização pelo motivo fraude foi de US$ 130 mil. E é assustador  constatar que os 2.600 casos de fraudes analisados ao longo dos dois anos do estudo somaram mais de US$ 7.1 bilhões de dólares de perdas para as organizações.

No recorte feito para o Brasil e países latinoamericanos, a perda média aumenta para US$ 193 mil. O ponto que mais chama atenção é que 59% dos casos envolvem atos cometidos por gestores, proprietários e executivos dessas organizações.

Esses dados foram o ponto de partida para a fala de Heloisa Macari, Managing Partner da ICTS e Managing Director da Protiviti no Brasil, sobre Cultura de Integridade, durante o Encontro Previ de Governança Corporativa 2018.

Segundo Heloisa, todos esses casos têm um ponto em comum: pessoas que não fizeram o que deveria ser feito. “É por isso que um Código de Ética tem de ser mais do que um livro que fica na gaveta. Ele precisa ser uma prática de rotina, incorporada à cultura das empresas”, alertou. “Isso precisa ser dito e reforçado diariamente nas organizações, sobretudo pelo exemplo de suas lideranças.”

A live com a palestra de Heloisa Macari está disponível na íntegra, na página do evento que Nós da Comunicação cobrimos para a Previ em parceria com a Buena Estudios e a Salamonde Fotografias.

No recorte feito para o Brasil e países latinoamericanos, a perda média aumenta para US$ 193 mil. O ponto que mais chama atenção é que 59% dos casos envolvem atos cometidos por gestores, proprietários e executivos dessas organizações.

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